Crowdsourcing para "vigiar" políticos

On 7 de janeiro de 2010, in Posts, by ricardopoppi

Acabei de ler um post do by Mark Drapeau – @cheeky_geeky – onde faz conjecturas sobre a possibilidade de que 1% da população adulta Estadounidense viesse a produzir informações sobre “o dia” de seus políticos. Pelos números de Mark, se cada uma dessas pessoas publicasse um post em qualquer dia do ano, o resultado seria de 4.100 posts por dia!

Resolvi pegar essa ideia, transformar e adaptar para o Brasil. Vamos supor que uma certa quantidade de pessoas teria que, durante alguns dias do ano, acompanhar um determinado político e publicar informações sobre ele. Vale vereador, vale deputado estadual, federal, senador, prefeito, governador ou presidente. Fui no TSE e levantei, pelos dados das últimas eleições, que o Brasil tem 51.983 vereadores, 1.035 deputados estaduais, 24 deputados distritais, 513 deputados federais, 81 senadores, 5.563 prefeitos, 27 governadores e 1 presidente. Somando tudo, dá um total de 59.227 políticos eleitos diretamente pelo povo. Para acompanhar em crowdsourcing todos os políticos do Brasil por todos os dias do ano, teriamos 59.227 x 365 que dá um total de 21.617.855 dias de trabalho. Guarda esse número pois agora vamos à população, ou seja, aquela vai realizar o trabalho.

Em vez de considerar a população adulta, como fez Mark, vou considerar o eleitorado. O Brasil tem 147.005.167 eleitores e 1% disso daria um resultado de 1.470.051 pessoas. Se todas essas pessoas se dispusessem a dedicar alguns dias do ano para cobrir um determinado político, teríamos que dividir a quantidade de dias de trabalho necessários para isso e dividir pelo número de pessoas dispostas a fazê-lo, ou seja, 21.617.855 dias dividido por 1.470.051 pessoas, chegando no resultado de aproximadamente 15 dias por pessoa. Isso dá um pouco mais de 1 dia por mês. Vale lembrar que estamos considerando APENAS 1% do eleitorado, TODOS os políticos e TODOS os dias do ano. Qualquer alteração nisso, imposta pela realidade, pode tornar ainda menor a quantidade de dias por pessoa.

Para gerenciar essa “bagunça” toda bastaria um projeto do estilo do “Adote um vereador”, bem Web 2.0, de forma que as pessoas fossem adotando políticos e dias. Se eu adotei o dia 15 de março do vereador fulano-de-tal, esse dia ficaria indisponível para outra pessoa adotar. Quando chegasse nessa data eu teria que gerar algum material sobre as atividades daquele político naquele dia, seja via vídeo, áudio ou um singelo post no meu blog. Não é uma coisa necessariamente trabalhosa e poderia ser bastante proveitosa para a sociedade. Imagina a base de dados que esse projeto poderia gerar?

Bora criar? Vou propor isso no #thackday

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2 Responses to Crowdsourcing para "vigiar" políticos

  1. Milton disse:

    Quando mexemos com números as coisas ficam mais simples, o problema é que precisamos mudar comportamentos. Por isso, projeto com esta proposta – bem-vindo à cidadania – é de extrema dificuldade para ser implantado.

    Como incentivador do Adote um Vereador, do qual falo com frequência no programa que apresento, noto que muitas pessoas ficam motivadas a acompanhar o trabalho do parlamentar e aplaudem a ideia, mas este desejo é esquecido nos dias seguintes: o trabalho, a família, o trânsito e toda e qualquer justificativa aparecem.

    Quando derem os próximos passos nesta discussão, mantenham-me informados para que possamos divulgar o projeto e quem sabe dar maior dimensão a esta ideia.

    Aproveito para alertar: o vereador Francisco Macena de SP disse, hoje, pelo Twitter que no início dos trabalhos legislativos haverá audiência pública para propor mudanças no site da Câmara Municipal. Seria importante a presença de pessoas que defendam a ideia de um site colaborativa e transparente.

    Parabéns pela iniciativa.

  2. Marisson Dias disse:

    Nossa!quanto parasitas,deveríamos não apenas pesquisar mas propor idéias como um controle rígido dos gastos(obs:gastos são diferentes de investimentos ) públicos e reformas já que o brasil corre um sério risco de crise caso o mal uso di dinheiro público continue nessas proporções.

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