Terminou hoje o hackathon de dados educacionais promovido pelo INEP e Fundação Lemann. Projetos ótimos, pessoal aprendendo sobre dados de educação e bastante inspiração.
Projetos tocados:
Equipe 2: https://github.com/dataeduc/zoom
Equipe 3: http://www.politicadofuturo.com.br/
Equipe 4: http://inep.envolva.org/
Equipe 5: https://github.com/vitorbaptista/escola-que-queremos
Equipe 6: Busca Escola – http://www.buscaescola.org
Equipe 7: Valorize (projeto de valorização de professores, não foi concluído)
Equipe 8: Padeb – https://github.com/andreluism
Equipe 1: EduQI – https://github.com/dcardosods/eduqi e https://github.com/samuelyuri/eduqiservice
Enquanto isso na sala hacker:
Pout Pourri da premiação:
Segue uma sistematização hiperlinkada para quem quiser subir uma instância de Noosfero sem dor e obter algumas informações básicas sobre a plataforma:
VISÃO GERAL E INSTALAÇÃO
- O Noosfero é desenvolvido em Ruby on Rails. Hoje o percentual de cada linguagem no código é 42% de Ruby, 42% de JavaScript, 9% de CSS e mais 7% de outras linguagens;
- Uma das formas de instalar o Noosero é através do código fonte. Pode não ser a mais fácil;
- É possível também instalá-lo a partir de dois métodos de deploy: Capistrano e Pacote Debian (esse último é o método recomendado, e mais fácil, para instalar uma instância de produção);
- O método recomendado, e mais fácil, para instalar um ambiente de desenvolvimento é usar Debian stable, baixar o código via git e rodar
“./script/quick-start” que é um script que faz todo passo-passo dentro de um Debian Squeeze” – dicas by Terceiro e Valessio
RECURSOS DA PLATAFORMA
- Os recursos disponíveis, detalhes de funcionamento e estado atual do desenvolvimento de cada um podem ser obtidos na página de features;
- O ritmo de desenvolvimento e o repositório de código podem ser acessados no repo do noosfero no gitorious;
- A descrição da arquitetura de plugins;
- Mais informações e a lista de tarefas associadas ao desenvolvimento de plugins está disponível na página de plugins;
- Uma lista de plugins pode ser encontrada no quadro “Plugins Place” na página de desenvolvimento;
- Desenvolvedores mais ativos: AlanTygel, AurelioAHeckert, AntonioTerceiro, BraulioBhavamitraBO, CaioSBA, DanielCunha, DanielaFeitosa, HugoMelo, JoenioCosta, KeillaMenezes, LarissaReis,LeandroNunes, LucasVignoliReis, RafaelMartins, RodrigoSouto
COMO CONVERSAR COM A COMUNIDADE E OBTER SUPORTE
- Tutoriais em vídeo;
- Lista de usuários em Português;
- Lista de desenvolvedores em Inglês;
- Noosfero no softwarelivre.org – comunidade com 162 membros onde se compartilha as novidades da plataforma, se faz bug report etc;
- Canal no #IRC: #noosfero no freenode.
O presente texto busca fornecer subsídios para análise de solução de transmissão de vídeo e áudio pela rede mundial, facultando livre acesso aos conteúdos dos eventos de participação social pelo conjunto dos cidadãos e cidadãs Brasileiras. Grande parte das transformações sociais trazidas pelas TICs e a presença ubíqua da Internet no planeta se deve ao fortalecimento de uma lógica baseada na colaboração e na construção conjunta de conceitos, processos e produtos. Inspirados por esse movimento e na crença de que as tecnologias nas quais são baseados os sistemas e ambientes de participação social e mediação governo/sociedade precisam seguir e fomentar essa lógica colaborativa, é que proponho a especificação inicial para um sistema de transmissão e mediação de eventos de participação social baseado em software livre e padrões abertos. Apresento os elementos para especificação, divididos em três partes: Geração, Distribuição e Visualização com interação.
Essa especificação foi construida com a inestimável colaboração dos membros de pelo menos duas redes, a Metareciclagem e a Transparência Hacker. As discussões na thacker rolaram aqui e na meta aqui. Aproveito para agradecer nominalmente as contribuições do Felipe Cabral, Banto Palmarino, Diego Rabatone, Luiz Carlos, Efe, Lucasa, Graffos, Isaac Filho, outros que posso ter esquecido de citar nominalmente e milhares de anônimos que trabalharam para que esse conhecimento estivesse presente na mente daqueles que aqui contribuiram.
1- Geração
A geração do vídeo para transmissão deve atender ao objetivo de gravar vídeo e áudio em boa qualidade, para fins de registro e publicação posterior, mas com bastante flexibilidade para diminuir a qualidade de transmissão ao servidor de streaming quando a ação estiver sendo executada em rede lenta (wifi compartilhado, 3G etc). É fundamental também realizar a captação do som diretamente da mesa (ou conectar um pequeno sistema de som onde não houver) e que o operador do Kit possa comandar o sistema de zoom da câmera de modo a fechar o quadro em quem está com a palavra e exibir, na medida do possível, a imagem da apresentação (slides), quando houver.
a) Opção 1: Integração de PC com software (Kit):
- Hardware de última geração compacto (utilizar notebook com bom suporte de drivers para GNU/Linux);
- Placas de captura: Como a interface firewire está caindo em desuso, é possível optar por utilização de hardwares de captura em USB que está atingindo velocidades satisfatórias. Há opções analógicas como PixelView XCapture USB ou mais genéricas como a Conexant CX-231023, ambas com bom suporte a GNU/Linux;
- 2 Câmeras de Vídeo HD 1080p (com zoom) com saída HDMI (Qualidade na captação é importante para gravar o vídeo que será disponibilizado como registro);
- Mini mesas de som (ex: CSR 401M) e 4 microfones (para ambientes sem estrutura de som).
- Landell: Software Livre desenvolvido no Brasil, com suporte a Theora e WebM e permite o uso de duas câmeras e a inclusão, em tempo real, de imagens, marca d’água e legendas de texto;
b) Opção 2: Hardware “appliance”
- EntropyWave C1000 Capture Encoder: Solução de hardware para captura baseada em software livre;
- 2 Câmeras de Vídeo HD 1080p (com zoom) com saída HDMI (Qualidade na captação é importante para gerar o vídeo que será disponibilizado como registro);
- Mini mesas de som (ex: CSR 401M) e 4 microfones (para ambientes sem estrutura de som).
2- Distribuição
A distribuição do vídeo e áudio deve ser feita de forma a garantir a transmissão em vários codecs, incluindo WebM, e em vários padrões de qualidade. Isso é importante para garantir compatibilidade com os navegadores e também a qualidade do vídeo em redes mais lentas (3G, GSAC etc).
a) Opção 1:
- Flumotion Streaming Software, suporta várias tecnologias e codecs incluindo o projeto WebM (WebM) Java Cortado e Flash (que está morrendo). Há uma empresa por trás, capaz de oferecer serviços de suporte e instalação;
b) Opçao 2:
- Icecast, um dos Servidores de Streaming mais utilizados no mundo livre, suporte ao projeto WebM (VP8) apenas na versão beta.
c) Opção 3:
- Hardware “Appliance” EntropyWave E1000 Multi-Format Live Encoder para converter o vídeo e áudio para vários formatos e
- EntropyWave S1000 Streaming Server Hardware para distribuir efetivamente vídeo e áudio aos usuários. A solução EntropyWave pode ser escalada adicionando mais servidores de streaming, atuando em paralelo.
3- Visualização com interação:
O ambiente de visualização e interação é a cara do evento para a rede. É nesse ambiente que os interagentes vão poder visualizar o vídeo, participar do chat e acessar demais informações sobre o evento ou processo (documentos incorporados, programação etc). É fundamental que o código da interface seja livre para garantir o desenvolvimento de plugins por parceiros ou hackers cívicos. Um exemplo desse desenvolvimento seria um plugin para facilitar a publicação dos vídeos, após os eventos, em repositórios online como iTeia e YouTube. É importante que a solução escolhida implemente ou permita o desenvolvimento de ambiente de chat (com cadastro mínimo e simplificado e opção para moderação de conteúdos e usuários sempre posterior à postagem), permita a incorporação de documentos online, programação e conteúdos produzidos em redes sociais (twitter, facebook etc).
a) Opção 1:
- Solução DebateAberto.org > Essa solução incorpora o vídeo gerado pela solução de distribuição numa tag HTML5 com fallback para Java Cortado, incorporando uma solução de chat em rails.
b) Opção 2:
- OIPlayer jQuery plugin > É um plugin player HTML5 com fallback para Java e Flash;
c) Opção 3:
- Kaltura Video Player > Player para ser incorporado em soluções de visualização com interação;
d) Opção 4:
- Jplayer > Um player jQuery para ser incorporado em soluções de visualização com interação.
Acabei de ajudar uma galera que tava precisando de ajudar com um erro de permissão de arquivos num sisteminha de emissão de boletos em php. A função fopen() do php não tava conseguindo abrir o arquivo, embora a pasta tinha como owner o usuário do apache e com permissão de escrita.
Consegui resolver a pala e para compartilhar esse caminho para outros que cheguem a esse blog post via mecanismos de busca, estou transcrevendo os passos que tomei:
PHP Warning: fopen(): SAFE MODE Restriction in effect. The script whose uid is 1005 is not allowed to access /var/www/html/<site>/<folder> owned by uid 33 in /var/www/html/<site>/<folder>/emissao.php on line 156, referer: https://www.nheen.net.br/_admin/boleto/emissao.php
Aê galera, tive necessidade de criar um repositorio no gitorious para um projeto e acabei fazendo esse mini tutorial da parada, acho que pode ajudar outros na mesma situação que eu. O tutorial vale para usuários de GNU/Linux (eu < ubuntu).
1- Acessar gitorious.org – registrar, criar login, criar projeto e repositorio – são passos bem simples e totalmente visuais, não vou me alongar aqui;
2- Uma vez criado o repositório no gitorious, observe o link SSH dele – conforme exemplo abaixo. Vc vai precisar dele para os próximos passos.
3- Se não tiver um par de chaves, crie um com o comando abaixo. Pode deixar tudo default. Eu deixei a passphase em branco.
$ ssh-keygen
4- Copie o conteúdo do arquivo “/home/<seu usuário>/.ssh/id_rsa.pub” e adicione uma chave no gitorious na opção “Manage SSH Keys” e em seguida “Add SSH Keys” (tela abaixo)
5- Pronto! Agora vc já pode inicializar o seu repositorio local, dar o primeiro commit e mandar tudo pro repositorio online do gitorious. Se vc não tiver o GIT instalado no seu GNU/Linux, instale:
$ sudo apt-get install git-core git-doc git-gui gitk
6- O próximo passo é configurar os parametros básicos do GIT, seu nome e email:
$ git config –global user.name “Seu nome completo”
$ git config –global user.email “seu email”
7- Depois crie um diretório local com o mesmo nome do repositório online inicializando-o com o seguinte comando:
$ git init
8- Agora, copie todos os arquivos do projeto para dentro desse diretório. Uma vez feito isso, adicione-os e faça o commit:
$ git add *
$ git commit -m “commit inicial”
9- Em seguida, execute o “push” para o repo online. Aqui vc vai precisar da url SSH do repositório que criamos no passo 2:
$ git checkout master
$ git remote add origin <url link SSH do repositorio no Gitorious>
$ git push origin master
10- Observe a mensagem. Deve responder alguma coisa como “Syncing Gitorious… [OK]“. Se respondeu assim é porque o repo foi sincronizado. Vá na opção “Source tree” do repositorio no Gitorious e os arquivos devem estar todos lá!
BOAS GITADAS!!!!
Assistindo hoje…
Amigos, no final de semana dos dias 15 e 16 de Maio, estamos organizando um evento para promover práticas de transparência pública envolvendo dados públicos. É um espaço aberto para desenvolvedores, estudiosos, comunicadores e qualquer cidadão interessado em colaborar.
Esse evento vai ocorrer simultâneo e interligado ao Transparência Hackday em São Paulo, promovido pela Esfera, que será uma virada hacker. A idéia é que, durante o evento, possamos encontrar colaboradores de lá, para os projetos daqui e e vice-versa.
O evento vai ser na Exodus Telecom, na CLN 107 – Bloco C – Sala 102B, Asa Norte. Para participar, basta preencher seus dados nesse formulário. (Atualização: Desativado)
Para terem uma idéia dos tipos de projetos desenvolvidos num thackday, dêem uma olhada nos projetos desenvolvidos no primeiro evento de SP, em outubro do ano passado.
Resumo do evento:
Transparência hackday Brasilia
O que: Thackday Brasília
Onde: Exodus Telecom – CLN 107 – Bloco C (entrada por trás do bloco) – Sala 102-B – Asa Norte
Quando: Dia 15-Maio, Sábado, das 15 as 22hs e Dia 16, Domingo das 9 às 17hs
Quem?
Hackers, desenvolvedores, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, legisladores, políticos, representantes de ongs, ativistas.
Quanto: Grátis
Abcs e nos vemos lá!
Tenho alguns comentários a acrescentar a um post do Aaron Swartz (indicado pelo @leoniedu) sobre sua descrença com projetos de transparência públlica nos EUA. O post é velho – Abril/09 – mas o assunto é atual.
O cerne do post é a crítica feita à idéia de que a simples disponibilização dos dados na web seria a panacéia do controle social: Disponibilize os dados e tudo que o governo fizer ficará a vista da população interconectada. Em vez disso, prefere acreditar no trabalho do jornalismo investigativo, citando 3 exemplos de profissionais e seus trabalhos nessa área.
Concordo com Aaron que o jornalismo tem um papel fundamental nesse processo. As empresas jornalísticas disponibilizam investimentos para que alguns jornalistas se dediquem exclusivamente para uma determinada matéria. Vide os escândalos recentes no Brasil envolvendo o presidente do Senado José Sarney. A grande maioria das informações foram produzidas por repórteres de grandes jornais (Estado de SP), como fruto de esforços de investigação, coleta e tratamento de dados.
Por outro lado, é sabido que a mídia tem seus interesses. São empresas e se posicionam politicamente: Os jornais tem seus candidatos. E dependem das verbas de publicidade, tanto públicas quanto privadas. A não ser que haja um grande clamor pela notícia, quando não interessar aos grupos de comunicação, ela não será publicada. E pior, provavelmente não será nem investigada. Nisso o jornalismo investigativo vai inevitavelmente falhar.
É nesse desequilíbrio que entra o cidadão comum. Individualmente ou participando de pequenas organizações sociais, o trabalho investigativo desse cidadão pode balancear o jogo político, pautando questões que a grande mídia ignorou. Quanto mais acessíveis e reutilizáveis estiverem os dados de governo na web, maior é o potencial para que questões relevantes sejam pautadas pela web 2.0. E maiores serão as chances para que “posts virais” possam mudar o panorama político do país.
Outro ponto tocado por Aaron é que os bancos de dados de governo não refletem a realidade, pois contam a história segundo a visão do próprio governo. Ele utiliza esse argumento para dar mais força à importância do jornalismo investigativo, que irá além desses dados, buscando beber na realidade. Concordo, mas acho importante complementar esse diagnóstico. Da mesma maneira que novas versões podem ser contadas pelos jornalistas, a web 2.0 também tem esse papel. As escolhas implícitas na apresentação desses dados e a possibilidade de sua contestação parcial ou total, estão disponíveis para os ambientes da web 2.0 da mesma forma que estão para os jornalistas. Com a diferença de que, em vez do dinheiro do jornal, nos ambientes colaborativos é a millhonésima contribuição de cada abelhinha que conta.
Estou realmente impressionado com quao longe um pequeno celular de teclado qwert e 3g pode chegar. Serviço voip integrado na agenda, streaming ao vivo de video com som, upload automatico de fotos direto da camera e integraçao da agenda local com a agenda de compromissos online foram alumas das coisas que andei testando no dia de hoje.
Embora um net/note seja muito mais confortável, essa maquininha é poderosa pra quem adora manter-se online.
E esse post to fazendo direto do plugin do shozu para wordpress. Vamos ver como é que vai ficar…
Lendo um artigo sobre neutralidade de rede da segunda edição da revista PoliTICs, me deparei com um argumento interessante. Mesmo que essa idéia seja recorrente é a primeira vez que vejo alguém envolver as operadoras na idéia de uma internet como via pública, conceito que, segundo o autor, remonta do império romano.
Nesse conceito, as operadoras de telecomunicações, embora donas dos equipamentos não seriam donas da rede. Seriam consideradas meras “operadoras de vias públicas”, operando um meio que é público, conceito parecido ao que existe hoje na área de radiodifusão. Olha que interessante o trecho do artigo:
Trata-se de um conceito jurídico da common law que pode remontar ao Império Romano [...] . Em suma, uma operadora de via pública é uma entidade privada que oferece serviços de transporte ou comunicação e está sujeita a obrigações públicas específicas em troca de benefícios legais. A principal obrigação das operadoras de vias públicas é a não discriminação: elas precisam se incumbir de operar para todas as pessoas indiscriminadamente.
Esse argumento é precioso. Fará com que essas empresas se sintam obrigadas a evitar qualquer prática discriminatória de conteúdo, salvo quando estiverem amparadas por uma racionalidade que leve em conta o primado do bem público e a proteção das liberades individuais.


















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