Um mês para o #Flisol

On 27 de março de 2013, in Notícias, thackdaydf, by ricardopoppi

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Imperdivel e rola no Brasil todo!

Daqui exatamente um mês acontece o Flisol em várias cidades do Brasil. O Flisol já é um dos eventos que mais mobiliza jovens, ativistas e profissionais de tecnologia para debater a importância da adoção e contribuição com softwares livres na América Latina.

O que é FLISoL?

O Festival Latino-americano de Instalação de Software Livre (FLISoL) é o maior evento da América-latina de digulgação de Software Livre. Ele é realizado desde o ano de 2005, e desde 2008 sua realização acontece no 4o. sábado de abril de cada ano. Seu principal objetivo é promover o uso de Software Livre, mostrando ao público em geral sua filosofia, abrangência, avanços e desenvolvimento. Para alcançar estes objetivos, diversas comunidades locais de Software Livre (em casa país/cidade/localidade), organizam simultâneamente eventos em que se instala, de maneira gratuita e totalmente legal, Software Livre nos computadores dos participantes. Além disso, paralelamente acontecem palestras, apresentações e workshops, sobre temas locais, nacionais e latino-americanos sobre Software Livre, em toda a sua expressão: artística, acadêmica, empresarial e social.

Mais informações aqui: http://www.flisol.info/Brasil

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Sobre financiamento de campanhas

On 10 de setembro de 2011, in Posts, by ricardopoppi

Respondendo a um post do Gregory (colega de Pol/UnB) postei o seguinte comentário:

Greg, show de bola suas postagens pro/positivas/vocativas! rsrsrsrs

Cara, de fato o sistema atual permite uma enorme colonização das campanhas por parte do capital. Desse jeito fica difícil competir com essas verbas que, devemos lembrar, são irrigadas tanto pelas empresas privadas quanto por recursos públicos que deveriam ser utilizados para outros fins (lembrando do uso das emendas parlamentares na CLDF, por exemplo).

Por outro lado, o que me incomoda no sistema exclusivamente público é impedir que pequenos doadores atuando em conjunto possam financiar legalmente seus candidatos. Isso seria um fechar de olhos do sistema político para os fenômenos recentes de “crowdfunding” no Brasil que repercutiu até em blogs estrangeiros.

Mas como fazer com que possamos diminuir a influência do capital nas campanhas sem tolher a possibilidade de que grupos e comunidades possam financiar legitimamente xs candidatxs?

A sua proposta tenta responder essa pergunta mas me parece que falha em incluir uma camada de burocratização que também fecha os olhos para os tipos de organização mais fluidos que estamos vivenciando na rede. Pessoas que se organizam através de interfaces e que não se submeteriam a uma associação ou entidade para fazer valer suas ações. Elas fazem diretamente, sem intermediários.

Qual seria a solução então? Não sei. Mas sei que ela passa por estabelecer algum tipo de limitação às doações individuais e algum tipo de mecanismo de transparência onde as doações teriam que ser realizadas (ou pelo menos listadas) em tempo real, na internet, para que o controle social e não somente a fiscalização dos Tribunais Eleitorais dêem conta de detectar as distorções e os sempre presentes lobos em pele de cordeiro.

E ai, o que acham do assunto?

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Exemplo de projeto bem sucedido no Catarse #crowdfundingbrasil

On 20 de julho de 2011, in Posts, by ricardopoppi

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Redes sociais e engajamento público

On 2 de novembro de 2010, in Posts, by ricardopoppi

Playlist do youtube com as 5 partes do webinar sobre “Social Media and Public Engagement Panel at Humphrey Institute”. Esse evento foi realizado ontem (01 de Novembro de 2010).

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Consultar a sociedade na própria sociedade

On 22 de setembro de 2010, in Notícias, Posts, by ricardopoppi

Desde algum tempo venho tentado refletir sobre situações práticas e digitalmente concretas de como uma determinada discussão no twitter (ou numa lista de mails aberta ou em qualquer outro meio onde ela seja pública) pode ser agregada por um ente externo, seja uma outra pessoa, instituição ou governo.

Recentemente vivi uma situação que pode exemplificar isso. No dia 17 de Setembro, divulguei no twitter uma matéria do Correio Brasiliense sobre reclamações de comerciantes contra as cobranças abusivas do Ecad, aqui em Brasília. Logo em seguida fui retuitado pelo usuário @parlatorus que, tomando conhecimento do meu tweet via hashtag ou por acompanhar meus updates, “me convidou” para uma conversa relacionando as cobranças do Ecad com a nova proposta de acadêmicos para incluir cobrança compulsória na conexão de internet, para fins de remuneração de direitos autorais. Reproduzo nosso diálogo abaixo:

Três dias depois, recebi uma citação (mensagem pública) do usuário @JRyes9000, “me convidando” a ler um texto, bem elaborado, que transcendeu o limite de atenção e espaço dedicado à minha discussão com @parlatorus. Olhando a timeline do usuário, percebi que ele também citou @parlatorus, fazendo com que o texto chegasse ao conhecimento dele. Reproduzo abaixo o “convite”:

Embora a princípio esse tweet possa parecer um SPAM, não o considero como tal. O usuário @JRyes9000 procurou colocar seus argumentos num espaço que já estava fertilizado pela vontade dos cidadãos em discutir o assunto. SPAM é forçar a barra, tentar desviar a atenção da pessoa para uma outra coisa. O que o @JRyes9000 fez, foi agregar sua posição numa discussão para a qual nós já estávamos dedicando algum tempo e energia. Enfim, gostei da intervenção dele, embora seus argumentos sejam um pouco apocalípticos, pedindo para que negociemos certos princípios em troca da segurança jurídica.

Mas o que eu queria destacar da intervenção do usuário @JRyes9000 é que essas possibilidades de agregar e embasar também podem ser utilizadas pelo poder público no âmbito da realização de consultas e diálogos com a sociedade. Atualmente ainda estamos presos no paradigma no qual o governo estrutura a arena de discussão e “força” o cidadão a participar da maneira prevista pelo desenvolvedor do site. Em outras palavras, é o Governo que define o espaço adequado no qual o cidadão deve propor, responder, e principalmente, quais serão os dados de contribuições a serem analisados para obtenção do resultado daquela consulta popular. Em outras palavras, as discussões suscitadas por aquele processo e que não foram estruturadas pelos cidadãos no formato do site, serão perdidas. Os milhares de tweets e textos independentes que foram gerados por aquela discussão não serão considerados na consolidação do resultado da consulta pelas autoridades competentes. Dessa forma, a tecnologia não abarca todo o seu potencial, pois a discussão nas rodas oficiais e nos contextos de lobbies organizados continuará desligada da discussão que está ocorrendo no âmbito da sociedade, que é desenvolvida pelo cidadão não organizado (ou webcidadão).

Mas como o Governo pode fazer isso? Imagino que a coisa pode acontecer de duas maneiras. Primeiro, de forma parecida à utilizada pelo usuário @JRyes9000, se intrometendo propositivamente numa discussão para a qual não foi convidado. O poder público pode avaliar maneiras de fazer isso, seja para apresentar um texto de um especialista, seja para convidar os usuários para outras arenas. A segunda forma, seria construindo sistemas agregadores que possam indexar essas discussões que já estão ocorrendo em outros espaços para que elas possam fazer parte do processo de consulta sem que o usuário tenha que replicá-las no sitio oficial. Sei que essas soluções abarcam diversas questões complexas, mas é fundamental que possamos discutí-las.

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