Segue uma sistematização hiperlinkada para quem quiser subir uma instância de Noosfero sem dor e obter algumas informações básicas sobre a plataforma:
VISÃO GERAL E INSTALAÇÃO
- O Noosfero é desenvolvido em Ruby on Rails. Hoje o percentual de cada linguagem no código é 42% de Ruby, 42% de JavaScript, 9% de CSS e mais 7% de outras linguagens;
- Uma das formas de instalar o Noosero é através do código fonte. Pode não ser a mais fácil;
- É possível também instalá-lo a partir de dois métodos de deploy: Capistrano e Pacote Debian (esse último é o método recomendado, e mais fácil, para instalar uma instância de produção);
- O método recomendado, e mais fácil, para instalar um ambiente de desenvolvimento é usar Debian stable, baixar o código via git e rodar
“./script/quick-start” que é um script que faz todo passo-passo dentro de um Debian Squeeze” – dicas by Terceiro e Valessio
RECURSOS DA PLATAFORMA
- Os recursos disponíveis, detalhes de funcionamento e estado atual do desenvolvimento de cada um podem ser obtidos na página de features;
- O ritmo de desenvolvimento e o repositório de código podem ser acessados no repo do noosfero no gitorious;
- A descrição da arquitetura de plugins;
- Mais informações e a lista de tarefas associadas ao desenvolvimento de plugins está disponível na página de plugins;
- Uma lista de plugins pode ser encontrada no quadro “Plugins Place” na página de desenvolvimento;
- Desenvolvedores mais ativos: AlanTygel, AurelioAHeckert, AntonioTerceiro, BraulioBhavamitraBO, CaioSBA, DanielCunha, DanielaFeitosa, HugoMelo, JoenioCosta, KeillaMenezes, LarissaReis,LeandroNunes, LucasVignoliReis, RafaelMartins, RodrigoSouto
COMO CONVERSAR COM A COMUNIDADE E OBTER SUPORTE
- Tutoriais em vídeo;
- Lista de usuários em Português;
- Lista de desenvolvedores em Inglês;
- Noosfero no softwarelivre.org – comunidade com 162 membros onde se compartilha as novidades da plataforma, se faz bug report etc;
- Canal no #IRC: #noosfero no freenode.
O presente texto busca fornecer subsídios para análise de solução de transmissão de vídeo e áudio pela rede mundial, facultando livre acesso aos conteúdos dos eventos de participação social pelo conjunto dos cidadãos e cidadãs Brasileiras. Grande parte das transformações sociais trazidas pelas TICs e a presença ubíqua da Internet no planeta se deve ao fortalecimento de uma lógica baseada na colaboração e na construção conjunta de conceitos, processos e produtos. Inspirados por esse movimento e na crença de que as tecnologias nas quais são baseados os sistemas e ambientes de participação social e mediação governo/sociedade precisam seguir e fomentar essa lógica colaborativa, é que proponho a especificação inicial para um sistema de transmissão e mediação de eventos de participação social baseado em software livre e padrões abertos. Apresento os elementos para especificação, divididos em três partes: Geração, Distribuição e Visualização com interação.
Essa especificação foi construida com a inestimável colaboração dos membros de pelo menos duas redes, a Metareciclagem e a Transparência Hacker. As discussões na thacker rolaram aqui e na meta aqui. Aproveito para agradecer nominalmente as contribuições do Felipe Cabral, Banto Palmarino, Diego Rabatone, Luiz Carlos, Efe, Lucasa, Graffos, Isaac Filho, outros que posso ter esquecido de citar nominalmente e milhares de anônimos que trabalharam para que esse conhecimento estivesse presente na mente daqueles que aqui contribuiram.
1- Geração
A geração do vídeo para transmissão deve atender ao objetivo de gravar vídeo e áudio em boa qualidade, para fins de registro e publicação posterior, mas com bastante flexibilidade para diminuir a qualidade de transmissão ao servidor de streaming quando a ação estiver sendo executada em rede lenta (wifi compartilhado, 3G etc). É fundamental também realizar a captação do som diretamente da mesa (ou conectar um pequeno sistema de som onde não houver) e que o operador do Kit possa comandar o sistema de zoom da câmera de modo a fechar o quadro em quem está com a palavra e exibir, na medida do possível, a imagem da apresentação (slides), quando houver.
a) Opção 1: Integração de PC com software (Kit):
- Hardware de última geração compacto (utilizar notebook com bom suporte de drivers para GNU/Linux);
- Placas de captura: Como a interface firewire está caindo em desuso, é possível optar por utilização de hardwares de captura em USB que está atingindo velocidades satisfatórias. Há opções analógicas como PixelView XCapture USB ou mais genéricas como a Conexant CX-231023, ambas com bom suporte a GNU/Linux;
- 2 Câmeras de Vídeo HD 1080p (com zoom) com saída HDMI (Qualidade na captação é importante para gravar o vídeo que será disponibilizado como registro);
- Mini mesas de som (ex: CSR 401M) e 4 microfones (para ambientes sem estrutura de som).
- Landell: Software Livre desenvolvido no Brasil, com suporte a Theora e WebM e permite o uso de duas câmeras e a inclusão, em tempo real, de imagens, marca d’água e legendas de texto;
b) Opção 2: Hardware “appliance”
- EntropyWave C1000 Capture Encoder: Solução de hardware para captura baseada em software livre;
- 2 Câmeras de Vídeo HD 1080p (com zoom) com saída HDMI (Qualidade na captação é importante para gerar o vídeo que será disponibilizado como registro);
- Mini mesas de som (ex: CSR 401M) e 4 microfones (para ambientes sem estrutura de som).
2- Distribuição
A distribuição do vídeo e áudio deve ser feita de forma a garantir a transmissão em vários codecs, incluindo WebM, e em vários padrões de qualidade. Isso é importante para garantir compatibilidade com os navegadores e também a qualidade do vídeo em redes mais lentas (3G, GSAC etc).
a) Opção 1:
- Flumotion Streaming Software, suporta várias tecnologias e codecs incluindo o projeto WebM (WebM) Java Cortado e Flash (que está morrendo). Há uma empresa por trás, capaz de oferecer serviços de suporte e instalação;
b) Opçao 2:
- Icecast, um dos Servidores de Streaming mais utilizados no mundo livre, suporte ao projeto WebM (VP8) apenas na versão beta.
c) Opção 3:
- Hardware “Appliance” EntropyWave E1000 Multi-Format Live Encoder para converter o vídeo e áudio para vários formatos e
- EntropyWave S1000 Streaming Server Hardware para distribuir efetivamente vídeo e áudio aos usuários. A solução EntropyWave pode ser escalada adicionando mais servidores de streaming, atuando em paralelo.
3- Visualização com interação:
O ambiente de visualização e interação é a cara do evento para a rede. É nesse ambiente que os interagentes vão poder visualizar o vídeo, participar do chat e acessar demais informações sobre o evento ou processo (documentos incorporados, programação etc). É fundamental que o código da interface seja livre para garantir o desenvolvimento de plugins por parceiros ou hackers cívicos. Um exemplo desse desenvolvimento seria um plugin para facilitar a publicação dos vídeos, após os eventos, em repositórios online como iTeia e YouTube. É importante que a solução escolhida implemente ou permita o desenvolvimento de ambiente de chat (com cadastro mínimo e simplificado e opção para moderação de conteúdos e usuários sempre posterior à postagem), permita a incorporação de documentos online, programação e conteúdos produzidos em redes sociais (twitter, facebook etc).
a) Opção 1:
- Solução DebateAberto.org > Essa solução incorpora o vídeo gerado pela solução de distribuição numa tag HTML5 com fallback para Java Cortado, incorporando uma solução de chat em rails.
b) Opção 2:
- OIPlayer jQuery plugin > É um plugin player HTML5 com fallback para Java e Flash;
c) Opção 3:
- Kaltura Video Player > Player para ser incorporado em soluções de visualização com interação;
d) Opção 4:
- Jplayer > Um player jQuery para ser incorporado em soluções de visualização com interação.

Estou participando de um evento gringo sobre redes sociais, moblilizações e mudanças, com um monte de blogueiros e empresas. O objetivo é discutir como a internet e as redes sociais podem ajudar ou sustentar a solução dos problemas complexos de sustentabilidade que a humanidade enfrenta agora.
Na pasta do evento praticamente não veio papel. Em vez disso eles deram um pendrive de 1GB com os materiais do evento. Para fazer uma experiencia, criei um torrent com eles, para compartilhar aos navegantes.
Estou aqui pensando que tipo de pergunta/provocação poderia fazer para as mesas, talvez seja interessante saber o que eles pensam sobre o caso #Kony2012 e também pensando em abordar a facilidade que as “revoluções online” tem para derrubar governos e a dificuldade que tem de formar um.
Enfim, bora ver o que rola. Quem quiser acompanhar ao vivo, cola aqui > http://rioplussocial.com.br/pt-br/
Aê galera, tive necessidade de criar um repositorio no gitorious para um projeto e acabei fazendo esse mini tutorial da parada, acho que pode ajudar outros na mesma situação que eu. O tutorial vale para usuários de GNU/Linux (eu < ubuntu).
1- Acessar gitorious.org – registrar, criar login, criar projeto e repositorio – são passos bem simples e totalmente visuais, não vou me alongar aqui;
2- Uma vez criado o repositório no gitorious, observe o link SSH dele – conforme exemplo abaixo. Vc vai precisar dele para os próximos passos.
3- Se não tiver um par de chaves, crie um com o comando abaixo. Pode deixar tudo default. Eu deixei a passphase em branco.
$ ssh-keygen
4- Copie o conteúdo do arquivo “/home/<seu usuário>/.ssh/id_rsa.pub” e adicione uma chave no gitorious na opção “Manage SSH Keys” e em seguida “Add SSH Keys” (tela abaixo)
5- Pronto! Agora vc já pode inicializar o seu repositorio local, dar o primeiro commit e mandar tudo pro repositorio online do gitorious. Se vc não tiver o GIT instalado no seu GNU/Linux, instale:
$ sudo apt-get install git-core git-doc git-gui gitk
6- O próximo passo é configurar os parametros básicos do GIT, seu nome e email:
$ git config –global user.name “Seu nome completo”
$ git config –global user.email “seu email”
7- Depois crie um diretório local com o mesmo nome do repositório online inicializando-o com o seguinte comando:
$ git init
8- Agora, copie todos os arquivos do projeto para dentro desse diretório. Uma vez feito isso, adicione-os e faça o commit:
$ git add *
$ git commit -m “commit inicial”
9- Em seguida, execute o “push” para o repo online. Aqui vc vai precisar da url SSH do repositório que criamos no passo 2:
$ git checkout master
$ git remote add origin <url link SSH do repositorio no Gitorious>
$ git push origin master
10- Observe a mensagem. Deve responder alguma coisa como “Syncing Gitorious… [OK]“. Se respondeu assim é porque o repo foi sincronizado. Vá na opção “Source tree” do repositorio no Gitorious e os arquivos devem estar todos lá!
BOAS GITADAS!!!!
Respondendo a um post do Gregory (colega de Pol/UnB) postei o seguinte comentário:
Greg, show de bola suas postagens pro/positivas/vocativas! rsrsrsrs
Cara, de fato o sistema atual permite uma enorme colonização das campanhas por parte do capital. Desse jeito fica difícil competir com essas verbas que, devemos lembrar, são irrigadas tanto pelas empresas privadas quanto por recursos públicos que deveriam ser utilizados para outros fins (lembrando do uso das emendas parlamentares na CLDF, por exemplo).
Por outro lado, o que me incomoda no sistema exclusivamente público é impedir que pequenos doadores atuando em conjunto possam financiar legalmente seus candidatos. Isso seria um fechar de olhos do sistema político para os fenômenos recentes de “crowdfunding” no Brasil que repercutiu até em blogs estrangeiros.
Mas como fazer com que possamos diminuir a influência do capital nas campanhas sem tolher a possibilidade de que grupos e comunidades possam financiar legitimamente xs candidatxs?
A sua proposta tenta responder essa pergunta mas me parece que falha em incluir uma camada de burocratização que também fecha os olhos para os tipos de organização mais fluidos que estamos vivenciando na rede. Pessoas que se organizam através de interfaces e que não se submeteriam a uma associação ou entidade para fazer valer suas ações. Elas fazem diretamente, sem intermediários.
Qual seria a solução então? Não sei. Mas sei que ela passa por estabelecer algum tipo de limitação às doações individuais e algum tipo de mecanismo de transparência onde as doações teriam que ser realizadas (ou pelo menos listadas) em tempo real, na internet, para que o controle social e não somente a fiscalização dos Tribunais Eleitorais dêem conta de detectar as distorções e os sempre presentes lobos em pele de cordeiro.
E ai, o que acham do assunto?
Assistindo hoje…
Playlist do youtube com as 5 partes do webinar sobre “Social Media and Public Engagement Panel at Humphrey Institute”. Esse evento foi realizado ontem (01 de Novembro de 2010).
Da série “Vamos mudar o mundo através das redes sociais distribuídas” esse excelente texto do @augustodefranco faz umas boas reflexões sobre as inconsistências da crença na competição partidária e da necessidade de se democratizar a sociedade.
É um texto relativamente longo, mas recomendo ler pelo menos até a página 13.
















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