Galera, publicamos o edital para contratação de consultores de código e designer para o portal da participação social. Resumindo, é oportunidade para trabalhar durante 12 meses com códigos livres dentro do governo, na linha das metodologias de participação social e construção de conhecimento sobre ela.

Por favor divulguem amplamente que queremos selecionar uns/umas hackers feras!

Edital 004/2013

O Edital 004/2013 visa a selecionar consultores que subsidiarão a construção do Portal da Participação Social, por meio da proposição das metodologias de organização da informação e interação participativa daquele espaço virtual, bem como da criação de suas interfaces de interação e experiência de usuário (UX).

Publicação no Correio Braziliense: 12/05/2013

Os interessados em participar do processo seletivo a que se refere este Termo de Referência deverão encaminhar, até o dia 24/05/2013, impreterivelmente, mensagem eletrônica para o endereço projetobra12018@presidencia.gov.br contendo arquivos digitais do Curriculum Vitae (Modelo Padrão) e dos certificados comprobatórios das qualificações previstas no item 8.2 deste Termo de Referência, bem como portfólio digital (com links). O título da mensagem deverá conter menção ao número do edital e do perfil a que o candidato pretende habilitar-se. Por exemplo: “Edital 004/2013 – perfil 01”.

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Exemplo de projeto bem sucedido no Catarse #crowdfundingbrasil

On 20 de julho de 2011, in Posts, by ricardopoppi

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Software livre é transparência

On 5 de junho de 2011, in Posts, by ricardopoppi

Texto produzido pelo Lincoln em cuja produção colaborei! Publicado originalmente no Comum.org

Por que implantar software livre no governo é uma coisa tão complexa?

Acredito que uma reflexão sobre o que significa “implantar software livre” é necessária antes de ousar responder a pergunta acima.

Ao se falar de Software Livre no âmbito governamental, a ideia que se tem normalmente é de promover a instalação e o uso de programas como o Firefox, OpenOffice ou alguma distribuição GNU/Linux (como sistemas operacionais baseados no Debian, Ubuntu etc). Embora a promoção do uso de sistemas livres dentro dos governos seja importante, é fundamental ter a dimensão que esse passo não representa a real inovação que o Software Livre significa. E mesmo este passo “mais simples” parece estar longe de ser compreendido pela gestão pública.

Indo mais além, acredito ainda que a própria “comunidade de militantes e entusiastas” do software livre ainda não entendeu o que realmente significa implantá-lo em qualquer organização. Porém, por mais fundamental que seja a discussão sobre uso e contribuição para o desenvolvimento de Software Livre no Brasil, não pretendo discorrer muito sobre isso. Ainda mais depois que o Jomar sintetizou grande parte de tudo que havia pra ser dito sobre o tema num post muito bom.

Voltando à pergunta inicial, quando o assunto é discutido no “metiê técnico”, o tópico ganha maior abrangência. Ao invés de ficarmos restritos à migração de softwares proprietários para livres, começamos a falar de algo muito mais interessante para a gestão pública, a apropriação tecnológica. Com esse aprofundamento, podemos, além de usar as ferramentas, fazer parte da sua construção. Passamos a ter a capacidade de alterar o seu comportamento e de criar novas funcionalidades. Isso significa tomar o controle, ter autonomia sob as informações processadas pelos softwares e seu processo de gestão. Esse avanço traz ganhos imediatos, como a certeza de que as informações estão sendo processadas da maneira que gostaríamos, a independência de fornecedor e a possibilidade de inovação tecnológica, dentre outros.

Além disso, um ponto de vista interessante que projetos como o Portal do Software Público ressaltam, é a ideia de tratar o software desenvolvido pelo governo como um bem público, que deve estar disponível para o contribuinte de forma livre.

Mergulhando de vez no problema, esse é o primeiro passo objetivo para responder a pergunta que inicia esse post. Software livre é por definição transparente, pois se o “cliente” de um software que publica dados não tem a possibilidade de auditar as linhas de código e esse controle está na mão de uma empresa, seja ela pública ou privada, não há como garantir que esse dado não sofreu algum tipo de tratamento tendencioso, mesmo que por acidente.

Antes de continuar a reflexão, saliento que acredito profundamente na importância tanto da instalação quanto do desenvolvimento de softwares livres no governo. Porém, o assunto não acaba por aqui. Existe algo transversal a esses dois tópicos já levantados na discussão. Algo mais rico e, na gestão pública, mais poderoso: a metodologia profundamente baseada na colaboração.

Definitivamente, não afirmo que para ser livre na concepção definida pela Free Software Foundation, um software precise ser desenvolvido de forma colaborativa. Existem vários casos de softwares livres famosos são desenvolvidos por uma única pessoa, por falta de recursos, de interesse de outros colaboradores ou até mesmo pelo nível de arrogância do desenvolvedor. Mesmo que publicar o código-fonte não garanta que o processo vá ser colaborativo, é imprescindível que o código seja público para que a construção possa ser colaborativa.

Quando se trata de softwares desenvolvidos para a internet, a transparência é ainda mais frágil. Mesmo a escolha de uma licença livre, como a GPL, não garante que o código de um site “livre” seja público. A única licença que garante a publicação de uma cópia idêntica do código que faz o site funcionar é a AGPL. Mas o que quero descrever é algo que vai além desses casos. Chamo atenção para alguns pontos que são muito importantes para que um software possa desenvolvido de forma colaborativa:

  • Código público desde o primeiro commit
  • Rastreador de correções e modificações (Bug tracker) público
  • Resposta do mantenedor aos patches e modificações submetidas pela comunidade

Grandes corporações e empresas de software proprietário já apostam nesse modelo. O governo precisa se apropriar da metodologia colaborativa e do ambiente de inovação decorrente desse processo. Por mais que inovação já seja motivação suficiente, desenvolver software de forma colaborativa é a melhor forma que Governos Democráticos tem de garantir que a sociedade esteja de fato participando da discussão, formulação e decisão a respeito dos processos que são materializados em código. Afinal, publicar um software com uma licença livre depois do seu desenvolvimento tem um efeito muito menor que o de agregar a sociedade à sua criação desde a primeira linha de código.

O conceito de governo colaborativo e que inclui a inteligência coletiva (“wisdom of the crowds”) em seus processos (que no jargão publicitário está sendo chamado de Governo 2.0) não poderá ser realizado se a produção da infraestrutura tecnológica que dá base a esse tipo de Governo não estiver pautada pelos mesmos princípios. É um contra-senso que um Governo que busque valorizar a democracia e a ação da soberania popular nos seus processos não estabeleça um ambiente colaborativo para a produção dos sistemas que colocarão tudo isso em prática.

Assim, “implantar software livre no governo” só vale a pena se formos além da mera migração – e mesmo do desenvolvimento de softwares próprios com licenças livres. Aplicar um processo colaborativo no desenvolvimento de soluções técnicas públicas, livres, agregando não só o governo como um todo, mas também cidadãos e cidadãs, é ao mesmo tempo o verdadeiro desafio e a maior contribuição que o Software Livre tem a dar a uma sociedade.

Agradeço imensamente ao Ricardo Poppi, pelas contribuições pontuais por todo o texto e por dois parágrafos épicos (12 e 13), sem dúvida vale a pena convidá-lo a vir ao meu lugar comum mais vezes. Agradeço também a Mariel Zasso pela sua revisão detalhada e paciente :)

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Monografia: Governo 2.0

On 1 de outubro de 2010, in Posts, by ricardopoppi

Entregue! \o/

Monografia Governo 2.0 – UnB

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Considerações e respostas sobre o cidade democrática

On 7 de setembro de 2010, in Posts, by ricardopoppi

Como conheceu o Cidade Democrática e como o enxerga como plataforma de webcidadania?

Conheci pelo meu amigo Cleber de Jundiaí. O cidade democrática tem algumas coisas fantásticas que o diferencia dos outros aplicativos de redes sociais porque ele foi pensado para que os cidadãos pudessem resolver questões públicas. Primeiramente os espaços explícitos de propostas de problemas bem como sua amarração a um local geográfico ou comunidade. Segundo o destaque dado ao “papel social” daquele perfil, seja um cidadão, ong, parlamentar etc… Essa amarração do perfil com o papel social transmite mais seriedade, e pode ser bem aproveitada pelas pessoas que se utilizam do site.


Quais os motivos que o leva a divulgar esse espaço e estimular a participação de outras pessoas?

Acredito que a internet vem resolver uma série de problemas de ação coletiva principalmente deixar transparecer os interesses do cidadão comum, aquele que não se organiza nem faz pressão na política institucional. Muitas pessoas legais com idéias legais – e que não querem se associar a grupos políticos – poderiam unir forças e fazer com que seus anseios fossem ouvidos e atendidos, sem que isso represente qualquer projeto de poder. Acho que o cidade democrática tem essa vocação.


Você tem alguma causa no portal? (proposta ou problema)

Tenho. Ligada a revitalização das passarelas de pedestres aqui em Brasília e a criação do bilhete único.


Como você acha que o cidade democratica poderia melhorar? Tem alguma crítica?

O que está faltando para o cidade democrática é se tornar um projeto de software livre. Abrir seu código num repositório público e permitir a exportação das informações de propostas e problemas a partir de formatos estruturados, as APIs (RSS, XML, JSON). Isso traria dois benefícios imediatos: 1- O ecossistema de participantes e desenvolvedores teriam mais confiança na continuidade do projeto, já que ele deixaria de depender de apenas uma entidade, criando um incentivo maior para trabalho voluntário. 2- Permitiria o desenvolvimento de aplicativos que utilizem os dados gerados pelo cidade democrática, inclusive como primeiro passo para integração com outras estratégias e aplicativos de webcidadania.


Tem usado redes sociais e a internet para estimular a participação de outros cidadãos? Já realizou alguma ação real também? (descreva as redes e ações)

Sim, mais facebook e twitter, criei também um portal em wordpress para um mobilização pelo Ficha Limpa aqui no DF, mas nada que tenha gerado algum impacto político ainda.

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Transparência hackday Brasília – Virada hacker

On 30 de abril de 2010, in Posts, by ricardopoppi

Amigos, no final de semana dos dias 15 e 16 de Maio, estamos organizando um evento para promover práticas de transparência pública envolvendo dados públicos. É um espaço aberto para desenvolvedores, estudiosos, comunicadores e qualquer cidadão interessado em colaborar.

Esse evento vai ocorrer simultâneo e interligado ao Transparência Hackday em São Paulo, promovido pela Esfera, que será uma virada hacker. A idéia é que, durante o evento, possamos encontrar colaboradores de lá, para os projetos daqui e e vice-versa.

O evento vai ser na Exodus Telecom, na CLN 107 – Bloco C – Sala 102B, Asa Norte. Para participar, basta preencher seus dados nesse formulário. (Atualização: Desativado)

Para terem uma idéia dos tipos de projetos desenvolvidos num thackday, dêem uma olhada nos projetos desenvolvidos no primeiro evento de SP, em outubro do ano passado.

Resumo do evento:
Transparência hackday Brasilia

O que: Thackday Brasília

Onde: Exodus Telecom – CLN 107 – Bloco C (entrada por trás do bloco) – Sala 102-B – Asa Norte

Quando: Dia 15-Maio, Sábado, das 15 as 22hs e Dia 16, Domingo das 9 às 17hs

Quem?
Hackers, desenvolvedores, designers, blogueiros, jornalistas, pesquisadores, gestores públicos, legisladores, políticos, representantes de ongs, ativistas.

Quanto: Grátis

Abcs e nos vemos lá!

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Transparência e bom jornalismo são a mesma coisa?

On 14 de outubro de 2009, in Posts, by ricardopoppi

Tenho alguns comentários a acrescentar a um post do Aaron Swartz (indicado pelo @leoniedu) sobre sua descrença com projetos de transparência públlica nos EUA. O post é velho – Abril/09 – mas o assunto é atual.

O cerne do post é a crítica feita à idéia de que a simples disponibilização dos dados na web seria a panacéia do controle social: Disponibilize os dados e tudo que o governo fizer ficará a vista da população interconectada. Em vez disso, prefere acreditar no trabalho do jornalismo investigativo, citando 3 exemplos de profissionais e seus trabalhos nessa área.

Concordo com Aaron que o jornalismo tem um papel fundamental nesse processo. As empresas jornalísticas disponibilizam investimentos para que alguns jornalistas se dediquem exclusivamente para uma determinada matéria. Vide os escândalos recentes no Brasil envolvendo o presidente do Senado José Sarney. A grande maioria das informações foram produzidas por repórteres de grandes jornais (Estado de SP), como fruto de esforços de investigação, coleta e tratamento de dados.

Por outro lado, é sabido que a mídia tem seus interesses. São empresas e se posicionam politicamente: Os jornais tem seus candidatos. E dependem das verbas de publicidade, tanto públicas quanto privadas. A não ser que haja um grande clamor pela notícia, quando não interessar aos grupos de comunicação, ela não será publicada. E pior, provavelmente não será nem investigada. Nisso o jornalismo investigativo vai inevitavelmente falhar.

É nesse desequilíbrio que entra o cidadão comum. Individualmente ou participando de pequenas organizações sociais, o trabalho investigativo desse cidadão pode balancear o jogo político, pautando questões que a grande mídia ignorou. Quanto mais acessíveis e reutilizáveis estiverem os dados de governo na web, maior é o potencial para que questões relevantes sejam pautadas pela web 2.0. E maiores serão as chances para que “posts virais” possam mudar o panorama político do país.

Outro ponto tocado por Aaron é que os bancos de dados de governo não refletem a realidade, pois contam a história segundo a visão do próprio governo. Ele utiliza esse argumento para dar mais força à importância do jornalismo investigativo, que irá além desses dados, buscando beber na realidade. Concordo, mas acho importante complementar esse diagnóstico. Da mesma maneira que novas versões podem ser contadas pelos jornalistas, a web 2.0 também tem esse papel. As escolhas implícitas na apresentação desses dados e a possibilidade de sua contestação parcial ou total, estão disponíveis para os ambientes da web 2.0 da mesma forma que estão para os jornalistas. Com a diferença de que, em vez do dinheiro do jornal, nos ambientes colaborativos é a millhonésima contribuição de cada abelhinha que conta.

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